sábado, 15 de dezembro de 2012

Um gesto verdadeiro


Um certo dia eu havia saído de casa para comer um hambúrguer com uma amiga em alguma lancheria perto do centro. No que eu sentei à mesa, avistei um moço mendigo, com um cão ao lado...
Eu paro e começo a observá-lo e percebo que ele estava pedindo algo para comer, então passa uma senhora e lhe dá um hambúrguer. Quando eu olho, ele estava dando quase todo o hambúrguer para seu cão, os olhos deles brilhavam, o cão brincava com o moço o tempo todo.
Naquele momento eu percebi o sentimento de afeto entre eles, a proteção um pelo outro e o quanto eles se gostavam de verdade, não importava onde eles estavam, juntos eles estariam felizes.

Autora: Diovana Machado

O valor da amizade


                             
Falar sobre a amizade é algo extremamente fácil e, ao mesmo tempo, muito difícil. Fácil porque é um sentimento que todos experimentamos ao longo de nossa vida, afinal, não existiria felicidade completa se não fossem nossos amigos. Difícil porque não encontramos exatamente as palavras certas para expressar o que esse sentimento nos causa.
Alegria, companheirismo, diversão... Todas são palavras que cabem dentro do sentimento amizade. Mas e se fôssemos definir, com uma única palavra, o que realmente a amizade significa para nós, qual seria? Acredito que essa palavra seria confiança.
A confiança é a base de toda amizade. Consideramos um amigo realmente verdadeiro quando sabemos que com ele podemos contar nos momentos difíceis, quando nos sentimos seguros e felizes por estar com ele, porque sabemos que é uma pessoa que nos quer bem, que está feliz quando estamos felizes e que, se estivermos em uma situação não tão boa, ele vai nos ajudar a superar, vai ser um amigo.
A partir do momento que sentimos essa confiança, essa segurança na outra pessoa, tudo o que vier será acréscimo para tornar a amizade ainda mais forte. Como é bom saber que temos amigos para compartilhar a vida! Sem eles, ela ficaria tão vazia, sem sentido.
Saber que não está sozinho, que tem amigos verdadeiros, em que realmente podemos confiar, é o que precisamos para viver sem medo de arriscar. Se você errar, seu amigo estará lá para apontar o caminho certo novamente.
Essa cumplicidade que temos com nossos amigos, essa confiança que temos neles, é a certeza de que podemos ser felizes. A certeza de que com eles podemos contar do momento mais difícil ao mais feliz de nossa vida. E aí está o grande desafio: cultivar essas amizades para que elas durem e para que essa cumplicidade nunca se perca.

Autora: Rafaella Barros

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Amor numerado

Refletir sobre o amor sempre foi algo muito complexo. Contar amores é mais ainda. Como contar algo que sentimos? Somar ou dividir um sentimento único?
Podemos contar pessoas que amamos ou amávamos. Amor de família, amor de amigos, amor de namorado... Mas contar um sentimento é difícil demais, talvez impossível.
Sentir o amor é muito melhor do que tentar numerá-lo. Devíamos tentar passar mais tempo sendo felizes, sem complicações que os números nos trazem. Sem pressa, sem numerar tempo ou pessoas.
Acredito que não se deve tentar rotular ou numerar algo tão profundo, tão bonito. Se ama, ama. E pronto. Por que tentar pôr um número no amor se já colocamos em tudo? Deixa o amor ser livre e quanto mais, melhor.

Autora: Tamis Bizonin
                                                               
 


A felicidade




Todos os dias que vou para a escola fico observando um morador de rua que tem dois cachorros e um violão. 
Sempre que passo, o vejo tocando algumas músicas para aqueles dois cachorrinhos que usam uma roupinha vermelha,  feitas com umas camisetas velhas. Nota-se o carinho dele pelos bichinhos com essas simples roupinhas e cantando várias músicas para alegrar o dia.
 Me comove muito ver que com tão pouco ele é tão feliz, mostrando para todos que encontramos felicidade nas coisas simples da vida.


Autora: Rafaela Carvalho

A inocência



Em um fim de semana como de costume sai juntamente com meu companheiro. O lugar escolhido por nós foi  o shopping para assistir um novo filme em cartaz no cinema. Chegamos lá olhamos algumas vitrines de lojas e depois fomos comprar os ingressos. Como sempre, aquelas filas enormes na hora da compra, tudo estava comum nós seguindo o mesmo ritual de sempre: comprar pipoca, refrigerantes e nos dirigimos para a sala de cinema.Foi quando algo fora do normal me chamou a atenção.
Uma mulher com duas crianças pequenas,deviam ter uns 5 ou 6 anos,ficaram sem poltronas para poderem assistir ao filme. Pude ver uma mãe aflita e brava com a situação em que estava,devia estar se perguntando ” E agora, o que vou fazer?” ,andava de um lado para o outro procurando alguém que pudesse resolver o seu problema, pois ao seu lado aquelas lindas crianças, um menino e uma menina, onde percebi que seus olhinhos  estavam brilhando, talvez estivessem impressionadas com uma tela tão enorme, queriam logo poder assistir ao filme.Riam, brincavam e conversavam, enquanto a mãe ainda buscava a solução.

Por fim acabaram se sentando no chão mesmo em meio aos corredores onde havia pessoas passando em volta. A mãe parecia um pouco indignada, mas as crianças, estas estavam  felizes que nem ligavam por estarem sentadas no chão, mesmo isto sendo um absurdo, pois pagaram para se sentarem em uma poltrona confortável.
E então começa o filme.Foi algo bem divertido para aquelas crianças,olhavam fixamente para a tela sem piscar os olhos,de vez em quando brincavam jogando pipoca um no outro e paravam quando a mãe os repreendia, era somente uma brincadeira infantil. Quando menos esperavam, o filme acabou, foi quando me dei conta que mal prestei a atenção realmente no filme,aquelas crianças me deixaram presa a elas. Como podem ser tão felizes e dispersos em meio a um problema? Viraram-se e foram embora mais contentes do que quando chegaram, a menina me olhou e se despediu.
Se tudo que aconteceu com eles fosse comigo, ou qualquer um de nós ,adultos e adolescentes, já teria desistido de assistir ao filme e ido embora,mas aquelas crianças me mostraram que a vida é para ser aproveitada de qualquer maneira, esteja você ou não em um momento ruim.


Autora: Raquel Bittencourt